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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
#242 - "Todo o Verão tem a sua sombra" (Fernando Jorge Fabião)
Todo o Verão tem a sua sombra
a sua pequena morte
homens lentos nas adegas
(poços de frescura)
imaginam ofícios sublimes
presságios
pequenas conjuras
Todo o Verão tem o seu assombro
paisagens altas
onde principio a escrever
(num silêncio de sinos)
vocábulos escassos, dissonâncias
numa saudade de rosas e luz estilhaçada.
sábado, 26 de dezembro de 2015
#20 - "Há casas profundas" (Fernando Jorge Fabião)
Há casas profundas
onde resplandecem linhos desfeitos
passos de mulher
casas cheias de doçura
orações esquecidas
lâmpadas ardendo como conchas
casas com colinas de água por dentro
e contos de fadas
e anjos perplexos na caligrafia dos quartos
há casas atravessadas
por um dom luminoso e feroz
por um júbilo de rosas
e portas por abrir
onde resplandecem linhos desfeitos
passos de mulher
casas cheias de doçura
orações esquecidas
lâmpadas ardendo como conchas
casas com colinas de água por dentro
e contos de fadas
e anjos perplexos na caligrafia dos quartos
há casas atravessadas
por um dom luminoso e feroz
por um júbilo de rosas
e portas por abrir
Pedras Salgadas
21 de Agosto de 1999
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
#2 - "Eras a primeira a levantar" (Fernando Jorge Fabião)
Para a avó Ângela
Eras a primeira a levantar
acendias o lume
moías o café
abrias as portadas
Novembro era o teu mês
e nas íntimas orações
procuravas o ouro iluminado
o refúgio onde as brasas ardiam junto ao coração
Os netos (breves relâmpagos)
atravessavam o lameiro
e pensativos adormeciam próximos das aves
Na varanda anunciavas a sabedoria do mundo
os ninhos, as cerejas, o pão pobre das palavras.
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