uma brochura
que mal se sustenta de pé
na biblioteca pública
de uma cidadezinha qualquer
as páginas amareladas
de uma antologia
com trezentos e tantos
tantos tantos "poetas"
um título
perdido
(muito cedo, muito cedo)
nas prateleiras de um sebo
apenas um nome
(nowhere man)
na babilônica
lista telefônica
numa obscura
repartição pública
(beneficência da língua portuguesa)
sem cura
um bando bêbado
no fundo do bar
olhando pro nada
e pensando que é o mar
no tumulto da vida -- o túmulo
requiescat in pace
& não volte jamais
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
#247 - AQUI (Carlos Ávila)
continuar aqui
apesar de
roendo pedra
comendo amor
(montanhas?
são tão estranhas
acima -- impassível
l'azur l'azur l'azur...
na única cidade
com abóbada celeste
abaixo -- impossível
vida sem saída
labirintos: look around
the lonely people)
continuar aqui
à beira de
comendo pedra
roendo amor
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